Regiane Maria Pereira, natural de Muriaé (MG), tinha oito anos quando, após a separação dos pais, começou a viver a pior fase de sua vida. Morando com o pai, ela buscava ser aceita na escola; assim, com apenas 12 anos, ela passou do cigarro para a maconha, usou cocaína, até que conheceu o crack e, daí, envolveu-se com a prostituição. Sem condições de cuidar da própria vida, Regiane engravidou e entregou a filha para ser criada por sua avó paterna. Por fim, passou a morar nas ruas, onde ficou por seis longos anos.

Nesse tempo, ela mal podia imaginar, mas foi alvo da oração de uma pessoa que ela mal conhecia. Essas orações incessantes fizeram com que Regiane, ainda refém do vício, encontrasse um lugar que lhe devolveu a esperança de uma nova vida – a Cristolândia.

Foi nesse lugar que ela voltou a sonhar, recuperou sua dignidade e encontrou um Salvador, que a libertou dos pecados e a transformou completamente.

Mesmo tendo sido batizada, concluído seu tratamento, voltado a estudar e até se preparar para ingressar no mercado de trabalho, Regiane sentia a falta de sua filha, Maria Clara, a bebê de quem ela mal se lembrava e que nem sabia se estaria viva.

Foi quando o inesperado aconteceu! Com a ajuda de missionários, ela atravessou o estado e foi à cidade de Barra de Itabapoana, local onde lembrava que sua avó morava. Ao chegar na casa que pouco se recordava, foi surpreendida com um abraço emocionado de uma bela menina que disse: “Mãe, eu sempre orei muito pela senhora”. Era Maria Clara, que, mesmo muito nova, sustentou sua mãe em oração durante todo o tempo difícil em que estiveram separadas.

Tão pequena, essa criança nos dá uma grande lição de vida. Como aprendemos com as igrejas do Novo Testamento, devemos orar sem cessar e ter esse hábito como um estilo de vida, em nossos lares e igrejas, não só em momentos difíceis. Sem oração nada acontece; o poder dessa prática se evidencia nesta história de vida e de família restaurada.